Cientistas criam rim biônico que pode livrar pacientes da hemodiálise

Pesquisadores dos Estados Unidos estão se preparando para iniciar a implantação do primeiro rim biônico em pacientes que possuem doenças renais. Esse será um grande avanço na área de saúde, uma vez que o dispositivo combina elementos eletrônicos, orgânicos e possui tamanho similar ao órgão do corpo humano.
De acordo com os cientistas, o rim biônico funcionará segundo a pulsação do coração dos pacientes e os liberará das máquinas de hemodiálise. Com isso, o órgão artificial oferecerá uma grande melhoria na qualidade de vida dessas pessoas que dependem do equipamento externo para sobreviver.
Para quem não conhece, na hemodiálise o sangue o paciente passa por um filtro que remove resíduos prejudiciais, minerais e líquidos desnecessários do organismo. Com o rim biônico, o paciente terá a mesma função de forma contínua sem a necessidade de visitas ao hospital para sessões de três a cinco horas.
De acordo com o Dr. Fissell, um dos pesquisadores responsáveis pelo rim biônico, o dispositivo será implantado cirurgicamente e possuirá um microchip de silício que funcionará como um filtro substituindo a função do órgão danificado:
“Estamos criando um dispositivo bio-híbrido que pode imitar o rim e é capaz de eliminar resíduos suficientes sem que o paciente precise fazer a hemodiálise. A chave para este dispositivo é o microchip, que utiliza os mesmos processos de nanotecnologia de silício, que foram desenvolvidos pela indústria de microeletrônica para computadores e equipamentos de informática”.
Os pesquisadores ainda esclarecem que o rim biônico também é composto por material biológico e seu tamanho é semelhante ao de uma lata de refrigerante. Além disso, o novo dispositivo não corre o risco de ser rejeitado pelo corpo humano, sendo que existe uma longa lista de pacientes que estão ansiosos para implantar o equipamento no primeiro teste.
Assim, em breve teremos mais pessoas que usam dispositivos tecnológicos dentro do próprio corpo para substituir órgãos e até mesmo monitorar a saúde em tempo integral.

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