OUTUBRO ROSA – SAÚDE DA MULHER

A saúde das mulheres necessita de cuidados cotidianos como alimentação saudável, prática regular de atividades que promovam o bem-estar e visitas periódicas aos profissionais de saúde. Esse cuidado deve ser contínuo, por isso renovamos o compromisso com a saúde das mulheres a cada ano por meio da Campanha da Saúde Integral da Mulher, inspirada no Movimento Outubro Rosa.
Neste contexto, para algumas mulheres, em faixas etárias específicas, dois exames são de extrema importância: a mamografia e o preventivo do colo do útero. Ambos são capazes de detectar alterações específicas em fases iniciais ou o próprio câncer de mama e de colo do útero. Vale lembrar que o diagnóstico precoce significa uma maior chance de cura.
Desde de 2004, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, construída em parceria com movimentos de mulheres de diversos setores da sociedade e que incorporou o ideário feminista de que a saúde da mulher não está ligada apenas à saúde reprodutiva ou sexual, mas sim há diversos aspectos socioculturais e econômicos, dando destaque a agravos e índices epidemiológicos que são presentes no gênero feminino, respeitando a diversidade e diminuindo a desigualdade de gênero presente na nossa sociedade.

 

CÂNCER DE MAMA

O que é o câncer de mama?

O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, determinando a formação de tumores malignos. O câncer de mama é o tipo que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,20 casos a cada 100 mil mulheres. O diagnóstico precoce é essencial para se garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 90% o sucesso do tratamento.

 

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Em estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas, mas é muito importante ficar atenta a certos sinais: inchaço, pele enrugada ou com depressões, pele descamativa ao redor do mamilo, secreção espontânea e alterações no mamilo.

 

Fatores de risco

Não existe uma causa única para o câncer de mama e sim alguns fatores que podem aumentar o risco da doença, como:
• Idade – as mulheres após os 50 anos são mais susceptíveis a desenvolver a doença;
• Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade e menopausa após 55;
• Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos;
• Fumar, consumo excessivo de álcool;
• Sobrepeso ou obesidade;
• Não praticar atividade física regularmente;
• Exposição frequente a raios-X;
• Histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário em parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tenham tido a doença antes dos 50 anos;
• Fazer uso de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por tempo prolongado.

O que você pode fazer para reduzir os riscos

• Ter uma alimentação saudável, ingerindo verduras, legumes, frutas, proteínas, carboidratos, cereais, além da ingestão de muito líquido;
• Controlar seu peso;
• Praticar exercícios físicos regularmente. Eles aliviam o estresse físico e emocional e melhoram o funcionamento do organismo.
• Evitar o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
• Esclarecer suas dúvidas coma equipe de saúde quanto às medidas preventivas e o acompanhamento de exames complementares e outros procedimentos necessários.

 

 

 

 

 

A importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento. Em relação à avaliação das mamas preconiza-se:
Mulheres de 40 a 49 anos – realização do exame clínico das mamas para todas as mulheres dessa faixa etária e realização de mamografia, se existir indicação da equipe de saúde.
Mulheres de 50 a 69 anos – realização do exame clínico das mamas e realização de mamografia de 2 em 2 anos, ou em intervalos menores na dependendo do resultado da mamografia anterior. Se você perceber alguma alteração na mama procure a equipe de saúde mais próxima da sua casa. Conhecer o seu corpo e se cuidar é muito importante!

 

Mulheres com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama) – necessária avaliação acompanhamento individualizado.
Fique ligada! As evidências científicas apontam que a realização de mamografias de rotina (rastreamento – exame realizado quando não há sinais/sintomas suspeitos de câncer de mama nem história familiar que justifique a investigação) fora da faixa etária de 50 a 69 anos expõe as mulheres à radiação desnecessária e pode, ainda, levar à intervenções/procedimentos que não trazem benefício à sua saúde.

Prestadores de Mamografia

De acordo com a Portaria Ministerial nº 1101/2002, que estabelece os parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), deve existir a proporção de 1 (um) mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em Minas Gerais, há 20.997.560 habitantes (IBGE 2016) e 153 mamógrafos fixos prestando serviço para o SUS. Portanto, o número de mamógrafos existentes em Minas Gerais supera o preconizado pela Portaria Ministerial nº 1101/2002.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais conta ainda com mais 10 Unidades Móveis de Mamografia que percorrem o estado atendendo as regiões onde o acesso ao exame é mais restrito. Também nestes casos, a requisição e o agendamento serão realizados na Unidade Básica de Saúde.
Pacientes que apresentem alterações na mamografia, e necessitam de exames complementares, podem ser encaminhadas para um dos 35 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/UNACON, Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/CACON).

 

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