
Fernando Buchhorn/Portal Bonde
– Quatro horas por dia, três dias por semana, 52 semanas por ano. Esse é o tempo em uma máquina de hemodiálise. Um tratamento rotineiro, mas que tem garantido sobrevida a mais de 120 mil pessoas no Brasil, segundo dados Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) o ramo da medicina dedicada ao diagnóstico e tratamento das doenças do sistema urinário, principalmente relacionadas ao rim.
– A insuficiência renal crônica, um dos problemas que afetam o rim e que tornam ele um dependente da hemodiálise, “rins” artificiais que fazem o papel do órgão na filtragem do sangue.
– A hemodiálise é usada também para o tratamento de insuficiência renal aguda, quando os rins paralisam as atividades por conta de acidentes e problemas momentâneos, mas voltam a funcionar após um tempo. O procedimento de filtragem artificial deve ser feito em clínicas especializadas, três dias por semana, durante quatro horas.
– Problemas ocasionados pelo tratamento podem surgir mas são contornados pelos médicos, e que o cuidado do paciente com a saúde em casa, como consumir alimentos com pouco sódio e não fumar, evitariam demais efeitos colaterais.
– O tratamento por hemodiálise tem evoluído ao longo das décadas, desde os anos 1960, quando se tornou mais viável, e relembra que um procedimento que durava de 12 a 13 horas, hoje dura de quatro a cinco. “O objetivo seria transplantar todo mundo, mas tem uma certa limitação, como a da idade”, explica. Crianças têm prioridade, pois quando se é mais velho há riscos na operação, e optar pela sobrevida por meio da hemodiálise é o melhor caminho.
Procedimento alternativo
– Existem duas formas de se fazer a diálise (filtragem do sangue). Além da hemodiálise, é possível realizar o procedimento em casa por meio da diálise peritonial, com cateteres internos. Esse meio alternativo é tão eficaz quanto a hemodiálise e necessita da presença do paciente na clínica pelo menos uma vez no mês, evitando o desgaste das viagens constantes.
– Esse tratamento é uma boa opção para pacientes jovens, muito ativos profissionalmente, que podem levar a vida normalmente, ou para pacientes que não podem se locomover; e ressalta que, em muitos casos, a escolha só depende da pessoa a ser tratada e da família, que é instruída a realizar, periodicamente, o procedimento.
– Os resultados dos tratamentos por diálise peritoneal e hemodiálise são iguais. A escolha depende das condições clínicas e do próprio paciente.
Os resultados dos tratamentos por diálise peritoneal e hemodiálise são iguais. A vida sustentada pela máquina
– A vida de mais de 120 mil brasileiros, atualmente sustentada pela máquina, já não é mais a mesma; entretanto, os avanços da medicina, aliados à tecnologia, tem dado, literalmente, vida para essas pessoas.