- A diabetes gestacional é uma alteração do metabolismo provocada por hormônios produzidos pela placenta que interferem na ação da insulina, substância responsável pelo controle do açúcar no sangue.
- Todas as mulheres que engravidam estão expostas ao risco de ter a condição.
- No entanto, a diabetes gestacional é mais frequente nas que têm histórico familiar da doença, estão acima do peso ou ganhando muito peso na gestação.
- Também é mais comum em gestantes mais velhas, que têm ovários policísticos, que apresentaram diabetes gestacional em outras gestações, estão grávidas de gêmeos ou deram à luz a bebês muito grandes anteriormente.
Sintomas da diabetes gestacional
Os sinais da diabetes gestacional mais comuns incluem sede excessiva, urinar com frequência, fadiga, visão embaçada e aumento do apetite.
Como muitos desses sintomas são normais da gestação, o rastreamento com exames laboratoriais é essencial, mesmo que a gestante não apresente sinais clínicos”, alerta.
Na maioria das vezes, a condição é assintomática e descoberta apenas por alterações nos exames de rotina, mas, quando ocorre um ganho de peso excessivo, um bebê que está acima da média de crescimento ou um líquido aminiótico muito aumentado podem levantar suspeitas e antecipar a realização de exames”, afirma
O diagnóstico é feito por meio do teste oral de tolerância à glicose (TOTG), conhecido como curva glicêmica, geralmente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação.
O exame mede a resposta do organismo após a ingestão de uma solução com glicose. São feitas três coletas de sangue: em jejum, uma hora e duas horas depois de tomar o líquido.
Quando o diagnóstico é confirmado, o acompanhamento pré-natal passa a ser mais frequente. “Ela é classificada como uma gestante de alto risco e o controle da glicemia precisa ser rigoroso”, esclarece a ginecologista.
O médico vai monitorar o nível de açúcar no sangue, o ganho de peso do bebê, o líquido amniótico, a alimentação e a rotina da gestante. O tratamento varia conforme cada caso e nem sempre envolve o uso de medicamentos. Às vezes, só a mudança de hábitos, como ajuste na alimentação e intensificação da atividade física, já permite controlar a glicemia. Caso isso não aconteça, o médico pode optar pelo uso da insulina, mas não são todas as diabéticas que vão precisar. Apesar dos riscos, é possível adotar estratégias para reduzir as chances de desenvolver a doença: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e acompanhamento médico desde o início da gestação fazem diferença.